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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Local: Sala do CINE UFPE no Centro de Convenções/CECON
Coordenadores: Renato Athias e Luna Matos
Monitora: Girlane

Programação com sinopses

1ª SESSÃO (07/09)
12h às 14h.
Heureux comme dieu en...Amazonie!, 48'
Diretor: Rossini Lionel
A fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, numa região conhecida como “Trapézio Amazônico”, tem sido ocupada há cerca de 20 anos por novos colonos peruanos que rapidamente se tornaram uns dos principais atores econômicos regionais. A particularidade destes colonos é que, por pertencerem à seita religiosa conhecida como “Israelitas do Novo Pacto Universal”, crêem ter o direito divino a porções de terra na Amazônia já que, segundo a bíblia, a floresta é a nova “terra prometida” para o povo Israelita antes do fim do mundo.


Poliamor, 14’
Diretor: José Agripino
Numa sociedade onde predominam valores afetivos monogâmicos, algumas pessoas optam por um arranjo de relacionamento que está se tornando conhecido como poliamor.

Yvy Katu - Terra Sagrada, 20'
Diretor: Eduardo Duwe
No Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai, uma luta antiga entre duas visões de mundo bastante antagônicas acirra-se cada dia mais. Por um lado aqueles que crêem que o mundo não é de ninguém e que todos podem usá-lo e por outro aqueles que crêem que o mundo é de todos e que cada um tem direito a um pedaço. As vítimas - os mais frágeis.

Vendemos Recuerdos, 25’
Diretor: Carolina Corral Paredes
D. Rosa é uma indígena idosa que vende artesanato no mercado. Carlos é um guia turístico entusiasmado que oferece visitas guiadas à casas de famílias indígenas como a de Paola. Suas vidas estão a serviço dos turistas curiosos que vêm conhecer a região indígena e pitoresca do sul do México.

O som do tempo 10’
Diretor: Petrus Cariry
“O sertão está em toda parte, o sertão é dentro da gente.” – Guimarães Rosa. O concreto avança contra dona Maria, mas ela segue em frente, com toda calma do mundo.


2ª SESSÃO (08/09)
12h às 14h.
Gamboa, 21'
Diretor: Rafael Peçanha De Moura
Documentário produzido durante os preparativos do II Festival da Culinária da Pesca da Gamboa – Cabo Frio – RJ, parte integrante da monografia de conclusão do Curso de Especialização em Sociologia Urbana – PPCIS/UERJ. Exibe representações, conflitos, relação com o passado, tradições e códigos culturais deste grupo de pescadores artesanais, tendo em vista o estudo de sua identidade social.

Tecido Memória, 70'
Diretores: Sergio Leite Lopes, Celso Brandão e Rosilene Alvim
Na contra-corrente do esquecimento de sua importância social, os trabalhadores têxteis de Pernambuco reconstituem a sua vida cotidiana no auge do poder patronal sobre cidades e bairros industriais; e narram a saga de suas lutas por direitos sociais e melhores condições de trabalho e moradia até os anos recentes.

Trama Mineira, 26’
Diretor: Waldir Pina de Barros
Trama Mineira apresenta questões de época e gênero nos fragmentos da narrativa de Joana Pinta, tecelona de Roa Grande, comunidade rural nos arredores de Berilo, Vale do Jequitinhonha. Durante os rituais diários, nos fazejamentos rotineiros, ela tira da memória as lembranças da infância, do casamento, da criação dos filhos e da vida na roça. Trama Mineira retrata uma vida moldada pelo trabalho, pelos ensinamentos da mãe, e pelos desafios da criação dos filhos.

3ª SESSÃO (09/09)
12h às 14h.
O quebra de Xangô, 66'
Diretor: Siloé Soares de Amorim
O quebra de 1912 culminou com a perseguição sistemática do candomblé e seus adeptos em todo o estado; a derrota e “exílio” (em Recife, PE) do então governador Euclides Malta, acusado pela Liga - grupo de Fernandes Lima, seu opositor, de praticar feitiçaria para manter-se no poder por 12 anos; mais tarde, na morte de Tia Marcelina (suposta mãe-de-santo de Malta) acusada de proteger Malta, a fuga de pais e mães-de-santo e finalmente, com a ascensão de Fernandes Lima como governador de Alagoas.

Dueños del Agua, 34'
Diretor: Laura R. Graham, David Hernández Palmar e Caimi Waiásse
Um Xavante planalto central brasileiro, um Wayuu da Venezuela, e uma antropóloga dos EUA exploraram uma campanha indígena sobre a proteção do rio e sobre os efeitos devastadores do cultivo de soja sem controle na Amazônia. Eles destacam um protesto cívico que mostram o uso estratégico da cultura para chamar a atenção para os desmando e uso excessivo de agro-tóxicos não regulamentados no cultivo da soja. O filme apresenta uma diversidade de opiniões e os esforços dos para a construção de redes entre diferentes povos indígenas sobre a questão da água.

De onde vem, 14’
Diretor: Rafael Ramos e Neuton Gomes
Na maior feira do Amazonas, pessoas sobrevivem dos restos que são jogados no lixo.

4ª sessão (10/09)
12h às 14h.
Mulheres da Paz, 28'
Diretor: Eduardo François
Projeto sobre empoderamento de mulheres de comunidades carentes em todo o Brasil, visando melhorar o panorama da segurança pública.

Homens, Máquinas E Deuses, 49’
Diretor: Eduardo Duwe
A essência da tecnologia é tecnológica? Na Amazônia em um morro cercado de florestas por todos os lados e distante dos centros tecnológicos mundiais esta questão une um líder indígena, um xamã e um grupo de cientistas. Por um lado a construção de um centro cultural ligado a internet e o resgate e divulgação das antigas tradições indígenas. Por outro lado uma pesquisa científica com robôs identificando a riqueza da biodiversidade local, bem como iniciando um complexo sistema de monitoração ambiental. Permeando estas duas histórias, mitos, crenças, visões de mundo, sonhos e poder econômico mesclam-se, ou dividem-se, expondo diferentes camadas de interpretação, ambiguidades e conflitos de interesses.

A casa do Mortos, 24'
Diretor: Débora Diniz
Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele desafia o sentido dos hospitais-presídios, instituições híbridas que sentenciam a loucura à prisão perpétua. O poema A Casa dos Mortos foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios judiciários. São três histórias em três atos de morte.

O Retorno, 15’
Diretor: Marilda Menezes e João Martinho de Mendonça
Todos os anos os jovens migrantes saem de seus sítios e bairros de pequenos municípios do Estado da Paraíba para cortar cana nas usinas do Estado de São Paulo. Após nove meses de trabalho intenso, retornam às suas casas, suas famílias, suas namoradas. É o tempo de viver a vida intensamente até a próxima viagem. Este documentário trata de alguns aspectos da vida de jovens cortadores nos seus locais de moradia nos municípios de Tavares e Princesa Isabel, no Estado da Paraíba.

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